E então fui, e a resposta ao mais importante, ao aprendido, apreendido, guardado, ruminado, revisado e, muitas vezes, ainda assim mal usado, escoava. Alimentei a volta da questão interrogante de meu reflexionar raso, mas ela não frutificava. O grau superlativo e relativo ao longo dos anos, tão poucos... Tantos anos de aprendizado para saber-se jamais sábio-sabichão; reconhecer-se como aquele que vai fenecer e tem diante de si a tarefa, a missão, o destino e a decisão de apontar com perícia e precisão a adverbiada relação. O tirado como lição ao longo do tempo vivido. Mas a resposta volta sobre si mesma - feedback - o vital, o procurado, é o ato: perguntar. Perguntar-se, ter-se sempre em questão, está aí o valoroso, a valiosa aprendizagem necessária, o sempre visado na tarefa eternamente inconclusa de ser-me.
Este texto foi feito a partir da questão proposta pela Mélica, "A coisa mais importante que aprendi ao longo dos anos?". Mélica, espero que o feedback faça sentido...
