segunda-feira, 7 de abril de 2008

Gustave Courbet, The Oak at Flagey, 1864

Há muito percebo o silêncio
das horas tontas,
partilhadas gratuitamente
com ninguém.
Ouvidos surdos rondam,
mas é no espelho que dou de cara com o real.
Estrondoso faz-de-conta,
foi bravamente salvo por um olhar.
Ah, sorriu!

segunda-feira, 31 de março de 2008


Camille Pissarro - Boulevard Montmartre at Night


Sentou-se no assoalho diante do sorriso alheio,
pensou em outros lugares e no barulho indecifrável,
mudar tudo isto talvez fosse o caso.
Alguma proximidade e, na verdade, a sugestão da distância segura,
insinuar indiferenças, leves ausências,
gestos estudados na impaciência das dúvidas.
E agora, caminhar por entre paredes decoradas
não traz necessariamente consigo a beleza.
Deixar-se em um olhar na felicidade alheia
encontrando o conforto na pele que roça.

segunda-feira, 3 de março de 2008