sexta-feira, 29 de junho de 2007

Silenciar,
não rimar o ar,
não rimar criar,
não rimar.
Remar contra o claro,
o faro fraco
do poeta nato.
Desnaturar o poema,
desentranhar o mesmo,
trazer questões inconclusas.
Ser não-poeta,
distanciar a mente obtusa.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Max Ernst
Soltar-te de minhas amarras amorosas
(imagem comum, fala tola).
Deixar-te enfim compreender
A ansiedade pelo teu caminhar e por meu medo.
Não admitir aquilo que se está a desejar sem certezas.
Eu - o lírico -,
Incongruência do meu próprio viver
A buscar um renovado mito.