segunda-feira, 1 de agosto de 2011


Edvard Munch - The woman in three stages





Talvez seja o cinza a dominar a paisagem,
talvez uma incerteza no princípio do mês.
Talvez seja só mais uma rima pobre,
talvez, agora: a tua vez...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Max Ernst - The Eye of Silence




Sem mais, nem mas.
Simplesmente assim,
sibilino,
é o silêncio que sopra...

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Franz von Stuck - Ringelreihen


Imagem reflexo do não-real - criação,
catapultas de ideias germinando longe
o jorro inútil-pulsante.
Respirar...



Erguer símbolos -
representar ausências presentes
em um turbilhão.
É guerra?, 1,2,3. Arremessar...



Pois o denotativo conota
e é chegada a hora de o escrito gargalhar...






quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Joan Miró - El gallo



Tempo do instante,
o agora, inviável às mãos,
escapando em inércias e atos,
agindo cego pelo espaço - passos.

Na memória, esquecimentos:
vida, outrem, ontem...
gestos surdos respondem rotineiros -
acordar, não ver.


quarta-feira, 22 de setembro de 2010


Egon Schiele - The Embrace (Lovers II)



for him

Te quero eterno em meus instantes
e, assim sendo,
que sejas fugaz em minhas constâncias,
solar em meus invernos,
tormenta em meus dias pares,
e absurdo nos ímpares.
Que me acompanhes,
mesmo quando eu insistir em não ir,
e não me sigas em minhas determinações,
simplesmente me olhes,
e eu pararei a tempo: te encontrei...