sábado, 23 de junho de 2007

De repente a vida escorreu por entre as pernas.
Sangue negro,
Coagulada forma já sem razão de ser era levada pela água,
Descia para um ralo qualquer,
Desaguaria em algum rio poluído, infectaria o mar.
E todos os sonhos, os nomes pensados,
As roupas – tão pequenas – escolhidas com gosto
Seriam nada.
Eram levadas as semanas de alegria,
A barriga, que ela jura ter crescido,
Os enjôos pela manhã e os desejos...ah, os desejos da madrugada !
De repente ela estava ali de pé,
Lavada,
Limpa de qualquer sentimento,
A espuma a desaparecer com a água,
Solvente de mil universos.

Um comentário:

André L. Soares disse...

Bom dia! Estou dando um ‘passeio geral’ pelos blogs relacionados à literatura, principalmente poesia e prosa. Gostei muito do seu blog. Vou adicioná-lo ao meu blog, bem como favoritá-lo no ‘blogblogs’, para que possa visitá-lo mais vezes. Quando puder, visite também meu blog, no endereço: [ http://poemasdeandreluis.blogspot.com ]. Sinta-se à vontade... a casa é sua,... e, gostando,... por favor, também adicione meu blog e ao seu ‘blogblogs’, ‘techinorati’ etc. Vamos tentar ampliar a rede de intercâmbio artístico-cultural, influenciando-nos e aprendendo mutuamente. Grande abraço!