quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Ausente de um tempo sem futuro,
perdida em um presente de desacordos,
transito, totalmente tonta,
pelo centro nervoso de uma cidade
onde todos vestem carrancas,
figurino diário de conformismos.
Desvio meus olhos de seus rostos,
não quero petrificar meu destino.
Passo, incólume, por seus esbarrões,
Respiro...
E seus mecanismos,
engrenagens tristonhas,
despertam poesia
(vida tola, modernista-de-fim-de-século,
és o único sonho de muitos de nós).

Um comentário:

Mélica disse...

Este é o sentimento dos tempos modernos mesmo!!!!
Goste do poema...;)
Amanhä posto muinha lista, ok? Obrigada mais uma vez pelo prêmio!!;) Adorei ser lembrada por ti!
Um ótimo fim de semana..
Beijos!